Hotéis e restaurantes lideram falências. Número de empresas a fechar sobe 5% até agosto

Lisboa continua a concentrar o maior número de insolvências declaradas (271), seguida do Porto (242) e de Braga (154), mas os maiores crescimentos aconteceram em Aveiro (+8,1%) e Setúbal (+6,4%).

As insolvências continuam a aumentar em Portugal. O número de declarações de insolvência cresceu 5,1% até ao fim de agosto, em comparação com o mesmo período do ano passado, o que significou que se registaram mais 55 empresas insolventes, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pela Iberinform.

Em termos de tipologia de processos, as insolvências requeridas por terceiros aumentaram 7,1%, enquanto as insolvências apresentadas pelas próprias empresas cresceram 3,1% para 619, segundo a informação recolhida pela filial de soluções de gestão do grupo Crédito y Caución.

Os hotéis e os restaurantes foram os que mais fecharam portas. A análise da Iberinform a cada um dos setores mostrou que a hotelaria e restauração apresentou o agravamento mais expressivo das insolvências declaradas, com uma subida de 36,2% face ao período homólogo. Logo depois surgem outros serviços (+15%) e construção e obras públicas (+13%).

E onde? Nas grandes metrópoles, essencialmente. Lisboa continua a concentrar o maior número de insolvências declaradas (271), seguida do Porto (242) e de Braga (154). Em relação ao crescimento, destacam-se Aveiro (+8,1%), Setúbal (+6,4%), Faro (+4%) e Leiria (+3,5%) com os maiores.

Apesar da subida acumulada, o mês de agosto teve uma evolução mais moderada, com 96 insolvências declaradas, portanto só mais uma do que no mesmo mês de 2025 (+1,1%).

Criação de empresas cai 2% até ao verão
Enquanto as insolvências cresceram, a constituição de novas empresas teve o movimento oposto. Entre janeiro e agosto, foram criadas 36.047 empresas, o que representa uma queda de 1,7% em termos homólogos. Observando apenas o ‘mês de mais quente do ano’, constituíram-se 3.151 novas empresas, menos 8,8% (ou 303 sociedades) do que em agosto de 2025.

“O acumulado do ano mantém uma trajetória inferior à observada nos anos anteriores. Ao nível setorial, destacam-se os aumentos na indústria extrativa (+20%) e na construção e obras públicas (+13%). Já os maiores recuos verificam-se nos setores da eletricidade, gás e água (-28%), agricultura, caça e pesca (-26%) e telecomunicações (-23%)”, lê-se no relatório da filial da Crédito y Caución.

Lisboa lidera também na criação de empresas, com 11.127 constituições, seguida do Porto (6.447) e de Setúbal (2.904). Os maiores crescimentos registam-se em Angra do Heroísmo (+27%), Vila Real (+5,8%), Santarém (+6,1%) e Coimbra (+4,7%). Em sentido contrário, a Madeira (-21%), Ponta Delgada (-18%), Évora (-16%) e Faro (-8,8%) tiveram as maiores quebras.

Fonte: Eco