Ministro da Educação mantém calendário da 2.ª fase dos exames e anuncia época especial no início de setembro: “Alunos não serão prejudicados”

Fernando Alexandre mantém calendário da segunda fase dos exames e anunciou que haverá uma época especial no início de setembro. "Nenhum aluno será prejudicado", garante.

O ministro da Educação afirmou esta segunda-feira que a segunda fase dos exames terá início esta terça-feira, conforme previsto, e anunciou uma época especial em setembro para os alunos que não disponham de toda a informação para decidir se vão ou não à segunda fase. Numa conferência de imprensa, Fernando Alexandre prometeu que “nenhum aluno será prejudicado”.

“Os alunos que não dispõem de toda a informação necessária para decidir se devem ir à segunda fase dos exames nacionais, a esse aluno será dada a possibilidade de realização de exames numa época especial a realizar no início de setembro e que, para os devidos efeitos, contará como segunda fase para esses alunos”, afirmou Fernando Alexandre.

Fernando Alexandre precisou que a medida se destina, por exemplo, aos alunos cuja classificação venha a ser alterada na sequência das desconformidades detetadas no processo de digitalização das provas.

O governante referiu ainda que a época especial de exames, que será “definida muito rapidamente”, vai obrigar a ajustar o calendário da segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior. Ainda assim, garantiu que esse processo será articulado com o conselho de reitores das universidades e com o conselho de coordenadores dos institutos superiores politécnicos.

Também esta segunda-feira, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) mostrou-se disponível para adiar o calendário de acesso ao ensino superior, caso seja necessário. “O mais importante é que se mantenha a credibilidade do sistema e que os estudantes percebam que as notas que aparecem na pauta são efetivamente as suas notas”, afirmou o presidente do CRUP, Luís Ferreira.

O ministro assegurou que a segunda fase dos exames nacionais manterá o mesmo modelo de correção adotado na primeira fase, sustentando que os problemas entretanto identificados já foram corrigidos.

O ministro adiantou também que todas as classificações em suspenso deverão ficar resolvidas esta segunda-feira. “Hoje de manhã não é expectável que nas pautas subsistam classificações em suspenso, uma vez que, de acordo com as informações do Júri Nacional de Exames recolhidas ontem à noite, todas as escolas receberam a informação atualizada”, afirmou.

O Governo reafirmou ainda a “proteção dos direitos de todos os alunos em condições de equidade” e garantiu que “nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações, seja no acesso ao ensino superior”, cuja primeira fase de candidaturas arrancou esta segunda-feira.

O ministro da Educação recusou eliminar a taxa de 25 euros para o pedido de reapreciação das provas de exame. “Os 25 euros para pedir a reapreciação dos exames têm de se manter. É uma espécie de taxa moderadora”, justificou.

Questionado sobre se deve permanecer no cargo, Fernando Alexandre respondeu que essa é “uma decisão do primeiro-ministro”, acrescentando: “Se isto tivesse corrido muito mal, eu demitia-me.”

“Eu gostava mesmo de acabar a profunda reforma, que tem passado despercebida – e o que está a acontecer nada tem a ver com essa reforma. O nosso sistema de ensino já é e vai ser muito diferente com as mudanças que estamos a fazer, nomeadamente o sistema de informação. Eu tenho uma visão para isso e gostava muito de a concretizar. E é a única coisa que me agarra ao lugar”, justifica Fernando Alexandre.

O ministro reconheceu que existiu um problema na correção de um item na versão 2 do exame de Física e Química A, mas que o mesmo já foi corrigido e serão enviadas novas pautas às escolas.

Fonte: Eco
Foto: Tiago Miranda