Governo decreta situação de calamidade em zonas mais afetadas pela depressão Kristin
O primeiro-ministro decidiu cancelar a agenda externa, prevista para os próximos dias, nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia, e vai visitar as zonas afetadas no distrito de Leiria e Coimbra.
O Governo decidiu decretar “situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin”, segundo comunicado oficial do gabinete do primeiro-ministro enviado esta quinta-feira às redações.
“Reunido o Conselho de Ministros, na residência oficial do primeiro-ministro, que está ainda a decorrer, informamos que foi já decidido decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin”, lê-se na mesma nota.
De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro decidiu cancelar “a agenda externa, prevista para os próximos dias, nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia” para poder visitar “as zonas afetadas” pela depressão Kristin “no distrito de Leiria e Coimbra”.
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, tinha planeado visitar esta quinta-feira Andorra, onde iria inaugurar o novo consulado-geral de Portugal no principado. Estava também previsto um encontro com o primeiro-ministro de Andorra, Xavier Espot Zamora. A agenda foi cancelada para o chefe do Governo poder visitar as zonas mais afetadas pelo mau tempo.
A depressão Kristin, que devasta o país desde quarta-feira, já provocou quatro vítimas mortais. Desde a meia-noite e até às 8h foram registadas mais de 190 ocorrências. A essa hora, perto 450 famílias ainda continuavam sem luz. Ontem, até às 22h houve 5400 incidentes relacionados com o mau tempo.
As regiões mais afetadas são as de Leiria, do Oeste, seguem-se os distritos de Coimbra, Santarém e Lisboa. A maioria dos incidentes está relacionada com queda de árvores e estruturas e com o corte ou condicionamento de estradas e de linhas ferroviárias. Há ainda registo de cortes de luz, de água e de telecomunicações.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial nível 4, máximo, em toda a orla costeira, entre Viana do Castelo e Setúbal.
Fonte: Eco
Foto: Paulo Cunha/Lusa