Governo vai prolongar prazo para limpeza de terrenos florestais até 30 de junho

Prioridade é a remoção das árvores derrubadas nas zonas mais afetadas pelos temporais. Ministro da Agricultura defende que essa intervenção é essencial para reduzir o risco de incêndio durante os meses de verão

O Governo vai alargar até 30 de junho o prazo para a limpeza de terrenos florestais em todo o país, numa decisão justificada pelos atrasos provocados pelo mau tempo e pela necessidade de remover madeira derrubada pelas tempestades dos últimos meses.

O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, em declarações à RTP, numa altura em que várias autarquias e proprietários alertavam para as dificuldades em cumprir os prazos inicialmente previstos.

Segundo o ministro da Agricultura e do Mar, “há muita burocracia e alguma dela tinha que ser cumprida”, admitindo que os procedimentos administrativos e os constrangimentos no terreno acabaram por atrasar os trabalhos de gestão.

O ministro sublinha que a prioridade imediata passa pela remoção das árvores derrubadas nas zonas mais afetadas pelos temporais. “A nossa prioridade é serem as pessoas a retirarem a madeira tombada”, defendendo que essa intervenção é essencial para reduzir o risco de incêndio durante os meses de verão.

Apesar do prolongamento do prazo, José Manuel Fernandes mantém o apelo à prevenção. “Apelamos a que as pessoas façam todo o esforço não só para limpar e retirar a madeira das zonas críticas como também para evitarem comportamentos de risco”, declarou.

A limpeza de terrenos continua a ser uma das principais medidas de prevenção de incêndios rurais. A legislação obriga os proprietários a procederem à gestão de combustível em redor de habitações, estradas e aglomerados populacionais, estando previstas coimas para situações de incumprimento.

Na semana passada o Governo lançou o programa de recuperação florestal em que os proprietários podem receber apoios até 1500 euros por hectare para trabalhos de limpeza e remoção de material lenhoso, sendo que uma fotografia do terreno poderá servir como prova da intervenção realizada.

Fonte: Expresso
Foto: Carlos Barroso/Lusa